
Enquanto os jogadores do Lyon comemoram o gol de empate que pôs o time nas quartas de final da UEFA Champions League, o galáctico Cristiano Ronaldo baixa a cabeça.(Imagem: reuters.com)
Dois dos maiores clubes de futebol do mundo, Real Madrid e Milan foram eliminados de modo inesperado nas oitavas de final da UEFA Champions League. O maior campeonato de clubes do mundo, com fases finais eliminatórias, guarda este tipo de surpresa. Mas como explicar as eliminações de madridistas e milanistas?
O favorito Real Madrid, dono do estádio que sediará a final da Champions neste ano, foi eliminado sem conseguir vencer o Lyon, que já não é o mais forte time francês. O maior clube de futebol do século XX adotou uma estratégia diferente nos anos 2000. Na atual década, o Real Madrid já conta com seu 2º pacote de Galácticos. Contratação de jogadores caríssimos – como Cristiano Ronaldo e Kaká, maiores estrelas do time hoje, são as duas maiores contratações da história do futebol – que não dão tantos bons resultados como repercussão.
Esta eliminação dos Merengues é a sexta consecutiva que ocorre nas oitavas de final da UEFA Champions League. Desde 2005, os Galácticos caem na hora de passar às quartas de final. Uma vergonha para um time que já teve Ronaldo Fenômeno, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, e que hoje é representado por Cristiano Ronaldo, Kaká, Xabi Alonso, Casillas. E cada uma dessas seis eliminações ocorreu com um técnico diferente. Isto mostra que a diretoria madridista gasta com contratações, mas não tem um planejamento para que estes craques formem um time que alcance resultados bons e freqüentes.

Não basta ter um craque como Ronaldinho, prestes a completar 30 anos de idade, para o Milan alcançar grandes resultados na Europa. (Imagem: reuters.com)
Já o Milan não era favorito diante do forte time do Manchester United. Mas perder o primeiro jogo no San Siro tomando 3 gols do visitante e ser humilhado com uma goleada de 4 a 0 em Manchester não era aposta nem do mais otimista torcedor do United. Diferente da gastança desenfreada feita pelo Real Madrid, o Milan cortou gastos nesta temporada. Vendeu seu maior craque, Kaká, para o próprio Real Madrid, e não contratou jogadores e nem técnico caros para reforçar seu time, a fim de quitar dívidas.
Mesmo assim, o time liderado por Ronaldinho Gaúcho dava esperanças de conseguir uma difícil classificação sobre o Manchester United. Porém, faltou elenco. Pato e Nesta, contudidos, não puderam jogar o segundo jogo das oitavas contra os Red Devils. Além de não ter muitas boas opções de substituição, seus bons nomes para reserva, Seedorf e Inzaghi, talvez não aguentassem jogar 90 minutos de um jogo forte por causa da avançada idade para um futebolista – Seedorf, ainda por cima, voltava de contusão. Ademais, o inexperiente treinador Leonardo preferiu deixar o tarimbado Beckham no banco de reservas. Resultado: Ronaldinho e Pirlo não deram conta do recado sozinhos.
O Milan precisa renovar seu time. E isso já deveria ter acontecido depois da conquista da Champions de 2007. A maioria dos jogadores do Milan de hoje faziam parte do elenco rossonero a cerca de oito anos atrás. Se o Maldini não tivesse aposentado no ano passado, estaria no time do Milan até hoje, no auge de seus 41 anos. Não há qualidade que resista tanto tempo no exigente futebol moderno.
Para diminuírem as consequências de suas frustrantes eliminações da UEFA Champions League 2009/2010, resta a Real Madrid e Milan conquistarem os campeonatos nacionais nesta temporada. Mas levantar estas taças também não será fácil e nem apagará totalmente a dor de seus torcedores.
Dois dos maiores clubes de futebol do mundo, Real Madrid e Milan foram eliminados de modo inesperado nas oitavas de final da UEFA Champions League. O maior campeonato de clubes do mundo, com fases finais eliminatórias, guarda este tipo de surpresa. Mas como explicar as eliminações de madridistas e milanistas?
O favorito Real Madrid, dono do estádio que sediará a final da Champions neste ano, foi eliminado sem conseguir vencer o Lyon, que já não é o mais forte time francês. O maior clube de futebol do século XX adotou uma estratégia diferente nos anos 2000. Na atual década, o Real Madrid já conta com seu 2º pacote de Galácticos. Contratação de jogadores caríssimos – como Cristiano Ronaldo e Kaká, maiores estrelas do time hoje, são as duas maiores contratações da história do futebol – que não dão tantos bons resultados como repercussão.
Esta eliminação dos Merengues é a sexta consecutiva que ocorre nas oitavas de final da UEFA Champions League. Desde 2005, os Galácticos caem na hora de passar às quartas de final. Uma vergonha para um time que já teve Ronaldo Fenômeno, Zidane, Beckham, Roberto Carlos, e que hoje é representado por Cristiano Ronaldo, Kaká, Xabi Alonso, Casillas. E cada uma dessas seis eliminações ocorreu com um técnico diferente. Isto mostra que a diretoria madridista gasta com contratações, mas não tem um planejamento para que estes craques formem um time que alcance resultados bons e freqüentes.
Já o Milan não era favorito diante do forte time do Manchester United. Mas perder o primeiro jogo no San Siro tomando 3 gols do visitante e ser humilhado com uma goleada de 4 a 0 em Manchester não era aposta nem do mais otimista torcedor do United. Diferente da gastança desenfreada feita pelo Real Madrid, o Milan cortou gastos nesta temporada. Vendeu seu maior craque, Kaká, para o próprio Real Madrid, e não contratou jogadores e nem técnico caros para reforçar seu time, a fim de quitar dívidas.
Mesmo assim, o time liderado por Ronaldinho Gaúcho dava esperanças de conseguir uma difícil classificação sobre o Manchester United. Porém, faltou elenco. Pato e Nesta, contudidos, não puderam jogar o segundo jogo das oitavas contra os Red Devils. Além de não ter muitas boas opções de substituição, seus bons nomes para reserva, Seedorf e Inzaghi, talvez não aguentassem jogar 90 minutos de um jogo forte por causa da avançada idade para um futebolista – Seedorf, ainda por cima, voltava de contusão. Ademais, o inexperiente treinador Leonardo preferiu deixar o tarimbado Beckham no banco de reservas. Resultado: Ronaldinho e Pirlo não deram conta do recado sozinhos.
O Milan precisa renovar seu time. E isso já deveria ter acontecido depois da conquista da Champions de 2007. A maioria dos jogadores do Milan de hoje faziam parte do elenco rossonero a cerca de oito anos atrás. Se o Maldini não tivesse aposentado no ano passado, estaria no time do Milan até hoje, no auge de seus 41 anos. Não há qualidade que resista tanto tempo no exigente futebol moderno.
Para diminuírem as consequências de suas frustrantes eliminações da UEFA Champions League 2009/2010, resta a Real Madrid e Milan conquistarem os campeonatos nacionais nesta temporada. Mas levantar estas taças também não será fácil e nem apagará totalmente a dor de seus torcedores.