sábado, 5 de dezembro de 2009

Para escapar da morte


Os grupos da Copa do Mundo de 2010 foram sorteados. O Brasil encabeça o Grupo G e enfrentará Coréia do Norte, Costa do Marfim e Portugal. E este é o Grupo da Morte do Mundial. Não pela presença da Coréia do Norte, claro! Mas as outras três seleções são fortes e como se classificam apenas duas para as oitavas-de-final, o bicho vai pegar.

As duas maiores estrelas do Real Madrid, o brasileiro Kaká e o português Cristiano Ronaldo, concordam com esta análise. "É o grupo mais difícil. É o grupo da morte. Vamos ter que chegar concentrados.", disse Kaká. “É um grupo muito complicado. Vai ser muito difícil, mas não importa, o sorteio foi este e não vale a pena nos queixar. O Brasil é a equipe mais forte. Eu não estou muito contente, mas é assim.”, analisou Cristiano Ronaldo.

E a análise de Ronaldo explica bem o cenário do Grupo G. O Brasil é a seleção mais forte. Na lógica, Costa do Marfim e Portugal disputam a segunda posição do grupo. Costa do Marfim, a melhor seleção africana que jogará a Copa do Mundo de 2010, conta com um time com jogadores fortes fisicamente e que atuam em grandes times do futebol europeu como Drogba e Kalou do Chelsea, Yaya Touré do Barcelona, Keita do Lyon, Romaric do Sevilla e Boka do Stuttgart. Já Portugal conta com bons jogadores também, como Cristiano Ronaldo do Real Madrid, Ricardo Carvalho e Deco do Chelsea, Liédson do Sporting. Porém, a seleção lusitana não empolgou nas eliminatórias, onde conseguiu a classificação somente na repescagem, e fora Cristiano Ronaldo, nenhum de seus bons jogadores viveram grande fase nos últimos tempos.

Todavia, numa competição curta como é uma Copa do Mundo, é necessária muita atenção. E como o Grupo G conta com três seleções fortes, elas devem estar concentradas, como disse Kaká. Qualquer vacilo cometido por uma destas seleções, por mais forte que ela seja, pode deixá-la de fora das oitavas-de-final.

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Desde o começo do Brasileirão todos só querem "ajudar o Flamengo" a vencer (por Mauro Cezar Pereira)


Ótimo post retirado do blog de Mauro Cezar Pereira (comentarista da ESPN Brasil).


Abaixo, uma "análise" irônica enviada ao blog por Vinicius Alves. Resolvi transformá-la em post, já que foi uma bela maneira de mostrar o quão ridículos são os comentários, alguns em tom de afirmação, que tentam desqualificar a bela campanha do Flamengo na segunda metade do Campeonato Brasileiro.

O time carioca não é o campeão, todos sabemos, mas está perto disso. E se chegar lá será tão merecedor quanto foi o São Paulo, por exemplo, no ano passado, apesar de comentários do mesmo tipo terem sido feitos a oportunidade. Só levando na gozação mesmo diante de tanta tolice que vem sendo despejada por aí.

Leia as linhas abaixo, mas com bom humor e ciente de que É UMA IRONIA.


"Vejamos os Fatos:
O Internacional perdeu de 4X0 no Maracanã com time misto para ajudar o Flamengo.
O Atlético Mineiro perdeu em casa (com gol olímpico de Pet), diante de 65 mil torcedores, só para ajudar o Flamengo.
O Santos perdeu em casa só pra dar o título para o Flamengo. Aliás, no jogo do Maracanã, o meia do Santos perdeu dois pênaltis só para ajudar o Flamengo.
Lúcio Flávio perdeu um penalti só para ajudar o Flamengo (no jogo com o Botafogo).
O Náutico perdeu em casa, aceitando assim, ser rebaixado, só para ajudar o Flamengo.
O Palmeiras, até então líder do campeonato, perdeu em casa (com gol olímpico de Pet), só para ajudar o Flamengo. E Vagner Love também ajudou com a perda de um pênalti.
O Corinthians que vinha de derrotas consecutivas para timaços como Náutico, Santo André e Avaí, só não ganhou do Flamengo para dar o título ao Rubro-Negro Carioca.
E, até o São Paulo perdeu para o Goiás de próposito, abrindo mão do tetra consecutivo, porque tinha em mente ajudar o Flamengo".





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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Para voltar a crer


Não faltam motivos para descrer da Humanidade. Vamos combinar que fizemos coisas extraordinárias, mas nossa passagem pela Terra não está sendo, exatamente, um sucesso. Para cada catedral erguida bombardeamos três, para cada civilização vicejante liquidamos quatro, a cada gesto de grandeza correspondem cinco ou seis de baixeza, para cada Gandhi produzimos sete tiranos, para cada Patrícia Pilar dezessete energúmenos. Inventamos vacinas para salvar a vida de milhões ao mesmo tempo que matamos outros milhões pelo contágio e a fome. Criamos telefones portáteis que funcionam como gravadores, computadores - e às vezes até telefones -, mas ainda temos problema com a coriza nasal. Nosso dia a dia é cheio de pequenas calhordices, dos outros e nossas. Rareiam as razões para confiar no vizinho ao nosso lado, o que dirá do político lá longe, cuja verdadeira natureza muitas vezes só vamos conhecer pela câmera escondida. Somos decididamente uma espécie inconfiável, além de venal, traiçoeira e mesquinha. E estamos envenenando o planeta, num suicídio lento do qual ninguém escapará. E tudo isso sem falar no racismo, no terrorismo e no Big Brother Brasil.

Eu tinha desistido de esperar pela nossa regeneração. Ela não viria pela religião, que se transformou em apenas outro ramo de negócios. Nem viria pela revolução, mesmo que se pagasse para o povo ocupar as barricadas. Eu achava que a espécie não tinha jeito, não tinha volta, não tinha salvação. Meu desencanto era total. Só o abandonaria diante de alguma prova irrefutável de altruísmo e caráter que redimisse a Humanidade. Uma prova de tal tamanho e tal significado que anularia meu ceticismo terminal e restauraria minha esperança no futuro. E esta prova virá neste domingo, se o Grêmio derrotar o Flamengo no Maracanã.

Se o Grêmio derrotar o Flamengo, o Internacional pode ser campeão. Mas o mais importante não é isso. Se o Grêmio derrotar o Flamengo mesmo sabendo as consequências e o possível beneficio para o arquiadversário, estará dando um exemplo inigualável de superioridade moral. A volta da minha fé na Humanidade não interessa, Grêmio. Pense no que dirá a História. Pense nas futuras gerações!

Por Luís Fernando Veríssimo, via estadao.com.br

Foto: novohamburgo.org

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Fred vacilou



O Fluminense quase conseguiu fazer o impossível no Maracanã no 2° jogo da final da Copa Sul-americana 2009 e sagrar-se campeão. Foi uma decisão esplendorosa, com o Flu jogando com muita raça, com a torcida tricolor dando show no Maraca e 3 gols sobre a LDU. Faltou apenas 1 gol para que a partida fosse para a prorrogação. E este gol poderia ter vindo se o artilheiro Fred não tivesse sido expulso.

O jogo era cada vez mais favorável para o Fluminense. Primeiro, na entrada dos times em campo, a empolgação da torcida deve ter motivado muito os jogadores do Fluminense e intimidado os jogadores da LDU. Depois, os gols do Tricolor Carioca saíram em intervalos de tempo que davam cada vez mais esperança de o Fluminense conseguir reverter a vantagem que a LDU fez no primeiro jogo. Logo no começo do jogo, por volta de 15 minutos, Diguinho abriu o placar; nos minutos finais do 1° tempo, Fred fez o Fluminense ir para o intervalo precisando de apenas 2 gols para levar o jogo à prorrogação; e na metade do 2° tempo, Gum marcou o 3° gol.

3 a 0 a favor do Fluminense e a LDU, que teve De La Cruz expulso logo no começo do jogo, não chegava perto do gol do goleiro Rafael. Tudo levava a acreditar que o Fluminense conseguiria fazer no mínimo mais 1 gol.

Só que Fred foi expulso por um desentendimento com o árbitro Carlos Amarilla. Assim, o Fluminense perdeu a vantagem numérica que tinha sobre a LDU. Mas pior que isso, perdeu de uma vez o artilheiro, o capitão e a referência do time. Foi uma perda bastante significativa para o time do técnico Cuca, que eximiu Fred de qualquer culpa depois do jogo.

Fred não foi o culpado pela perda do título do Fluminense. Fato. Porém, um jogador com o status e a experiência de Fred, o jogador mais importante e decisivo do Fluminense, não pode perder o controle de si por causa de erros de arbitragem e deixar seu time no prejuízo. Ainda mais, numa final.

Com Fred em campo, as chances do Fluminense ter marcado mais 1 ou 2 gols eram grandes. Seria espetacular! O Fluminense entraria para a história. Os jogadores do Fluminense entrariam para a história. E Fred estaria entre eles.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

De quem é a culpa?


Todo ano, quando se inicia um Campeonato Brasileiro, cada time depende apenas de si só para ser campeão. É claro que isso é uma coisa meio poética de se pensar, mas é verdade. E quando se inicia o campeonato também, ninguém sabe quem vai chegar à última rodada disputando o título. Pode ser aquele time "compadre" ou pode ser o grande rival. Independente disso, a tabela está previamente feita e deve ser obedecida.

Outra coisa interessante de se ressaltar é que, independente de ser a 1ª rodada, ou a 10ª ou a 38ª, cada clube tem o direito e o livre arbítrio para levar a campo, os jogadores que bem entender, sejam eles reservas, titulares, masters, sub-20 ou sub-12. Tem alguma regra que proíbe isso?

Que o interesse do Gremio no proximo domingo diante do Flamengo será pouco, não há dúvidas, mas não é culpa deles. Não serão rebaixados, não irão a Libertadores, irão apenas, cumprir tabela. Agora terão que se esforçar a mais só porque existem 2 ou 3 outros clubes interessados na derrota do Flamengo ? Aí já é demais.

Internacional empatou com Corinthians, SPFC e com próprio Flamengo em casa. Perdeu do Cruzeiro. Palmeiras perdeu do Flamengo, do rebaixado Nautico, do quase-rebaixado Fluminense e etc etc etc, e empatou com Sport em casa. O SPFC há duas rodadas do fim dependia apenas de si para erguer a taça do tetra-campeonato. Não conseguiu. E agora todos esses querem disfarçar as suas "lambanças" e jogar a responsa para cima do Gremio, que nada tem a ver com a história ?

Sou Flamengo desde sempre e torço para que o título venha. Mas Maracanã lotado, festa da torcida e regulamento embaixo do braço são ótimos ingredientes para que o rubro-negro apronte um fiasco daqueles dignos de América-MEX. Se isso acontecer, culpa do próprio Flamengo, e não do Gremio.

E vamos parar com essa coisa de "vou processar", "se fizer corpo mole isso ou aquilo" e babozeiras do tipo. Palmeirenses e Colorados, esqueçam o Gremio.


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